Tio que encontrou corpo de menina de 4 anos entrega detalhes de resgate: ‘Pior experiência da minha vida’

O caso da pequena Ester Izabelle, de apenas 6 anos, tem deixado o Brasil inteiro em choque. A menina, que desapareceu na noite da última segunda-feira (20), em São Lourenço da Mata, região metropolitana do Recife, foi encontrada morta horas depois em uma cacimba, com sinais claros de espancamento. O cenário foi descrito como um dos mais tristes já vistos na cidade.

Quem encontrou o corpo foi o tio de Ester, junto com moradores da área, que estavam ajudando nas buscas. Em entrevista à TV Globo, o homem, muito abalado, contou que nunca vai esquecer o que viu. “Foi a pior experiência da minha vida. Eu encontrei minha sobrinha de cabeça pra baixo, só com as perninhas pra cima, dentro da cacimba. Não dá pra explicar a dor”, desabafou, ainda em prantos.

Segundo ele, o grupo de voluntários já havia passado pela frente da casa onde a menina estava, mas algo chamou a atenção e os fez voltar. “A gente viu umas roupas queimadas, logo ali perto do muro. Quando entramos, percebemos um cheiro estranho… Foi aí que descobrimos tudo”, contou.

Investigações e suspeitos
De acordo com informações da Polícia Civil de Pernambuco, o imóvel onde o corpo foi achado tinha sido alugado por dois homens em agosto deste ano. Eles foram levados para prestar depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Recife. O proprietário da casa também foi ouvido e liberado em seguida.

A polícia ainda não confirmou se os inquilinos têm envolvimento direto no crime, mas afirmou que as investigações seguem em ritmo acelerado. O corpo da menina foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) do Recife, onde passará por exames que devem apontar a causa exata da morte e possíveis evidências que ajudem a identificar os responsáveis.

Enquanto isso, a cidade amanheceu de luto. Moradores realizaram uma pequena vigília com velas e cartazes pedindo justiça. Nas redes sociais, a hashtag #JustiçaPorEster ganhou força, com milhares de pessoas prestando homenagens e cobrando ação rápida das autoridades.

O desaparecimento
Ester desapareceu enquanto brincava no Campo do Pixete, um espaço conhecido da comunidade, junto com o irmão de apenas 8 anos. Segundo o menino, dois homens teriam se aproximado e levado a menina à força. Desde então, a família se mobilizou com vizinhos e amigos para tentar encontrá-la.

“Foi tudo muito rápido. Quando a gente percebeu, ela já não tava mais lá”, contou uma moradora que participou das buscas desde o início. O caso também levantou discussões sobre a falta de segurança nas áreas periféricas e o aumento dos desaparecimentos de crianças no estado.

Em meio à revolta, hA cacimba onde o corpo foi achado tem cerca de 3,7 metros de profundidade, segundo a perícia. O local fica nos fundos da casa alugada, em uma área de difícil acesso. Policiais e bombeiros trabalharam por horas para retirar o corpo.

Apesar do clima de tristeza, há uma sensação coletiva de união em São Lourenço. Igrejas locais organizaram correntes de oração e arrecadação de apoio para a família. “A gente não pode aceitar mais uma criança inocente morrer assim”, resumiu uma moradora emocionada.

ouve protestos em frente à delegacia do município. Moradores exigem punição exemplar e reclamam da demora inicial nas buscas. “Se tivessem agido mais rápido, talvez ela ainda estivesse viva”, disse um vizinho indignado.

O caso de Ester Izabelle é mais um daqueles que o país não vai esquecer tão cedo. Uma história que mistura dor, descaso e esperança de justiça, em meio a uma comunidade que agora só quer uma coisa: que os culpados paguem pelo que fizeram.

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